Página inicial
Sobre a PG PrimeVeículosEventos da Land NorteNovidades da Land NorteEntre em contato com a Land Norte

Entrega de Veículos
Clube PG Prime

Informe seu e-mail e receba as nossas novidades.

Explore

A Grande Tacada
09.05.2008
O novo modelo premium da Land Rover será um sucesso e deve render muito dinheiro - mas para quem? Para a Ford?

Por Ben Barry

Talvez a Land Rover não precisasse se esforçar tanto. A companhia, que comemora 60 anos agora em 2008, nunca esteve tão bem, tendo vendido 230 mil unidades para 147 mercados diferentes no ano passado. Assim, ela está se recuperando da tolice que cometeu nos anos 1970 e 1980, que lhe custou a perda de mercado para a eficiência japonesa que começou naqueles anos, e fez com que a montadora perdesse sua autoconfiança.

Agora, finalmente a Land Rover amadureceu, tendo obtido uma consciência real sobre a identidade britânica pós-moderna. Tornou-se então confiante e está resgatando a fama conquistada com o utilitário Defender e se adaptou à nova era com seus sofisticados Range Rover e Discovery.

Acima de tudo, a Land Rover atual é atraente - mesmo não sendo particularmente rentável. É por isso que a Ford, a quem está subordinada, tomou a decisão de ir vendendo a Premier Automotive Group (PAG), também dona da Jaguar, que está abaixo das expectativas, aos poucos. Bem ao estilo do "compre um e leve o segundo de graça". A crise de crédito americana está forçando esta venda, fazendo parte de um leilão desesperado para colocar a logomarca oval e azul de volta para o saldo positivo.

É claro que existe lógica por trás das intenções da Ford: quer usar a Land Rover como adoçante para o gosto amargo deixado pela Jaguar, mesmo que tenha jogado ativos pelo ralo com as sobras na Fórmula 1. Cerca de US$ 550.000.000 no ano passado, de acordo com estimativas de analistas.

Entretanto, os expressivos resultados nas vendas resultam de reações de curto prazo, especialmente quando colocadas contra o pano de fundo do extraordinário conceito do Land Rover LRX, uma espécie de off-road de duas portas esportivo que os moderninhos urbanos talvez utilizem para ir ao sítio nos finais de semana ou, raramente, praticar esportes radicais. A verdade é que o LRX está dentro das tendências atuais e tem tudo para ser convertido em dinheiro rápido e seguro.

Claro que a montadora minimiza suas intenções diante dos concorrentes. Mas, existe uma preocupação grande em não colocar o LRX frente a frente com o BMW X6, por exemplo, que é tido como supremo da categoria. O LRX é menor até mesmo que o Freelander, apesar de utilizar a mesma plataforma. Mesmo assim, esperam-se vendas superiores a 40 mil unidades/ano.

Eis então que a CAR foi até um local secreto em Londres, antes mesmo do lançamento oficial do LRX, que aconteceu durante o Salão de Detroit para ter uma audiência com o carro e o seu criador: o diretor de design da Land Rover, Gerry McGovern, graduado em artes pela Academia Real de Artes (Royal College of Art), cujo currículo inclui o projeto do Freelander original e MGF, fora algumas passagens pela Chrysler, Peugeot, Rover e Lincoln-Mercury.

O designer de 51 anos está ligeiramente bronzeado, veste um terno cinza claro que contrasta com a gravata verde-limão e o lenço na lapela da mesma cor. Ele nos guia até um estúdio fotográfico enorme. Lá dentro, o primeiro "novo" Land Rover novo - o LRX - está para nos ser revelado desde que McGovern assumiu a diretoria de design em 2006. O conceito das rodas de 20 polegadas somente é visível sob uma capa brilhante prata e está rodeado por designers juniores apreensivos que parecem aguardar um sinal do chefe.

"Quando for vê-lo, não diga nada por um segundo", avisa McGovern, "apenas sinta". Eis então que a capa desliza sedutoramente e o LRX posa nu diante dos nossos olhos para podermos contemplá-lo.

Ele é impressionantemente pequeno, não aparentando ser maior que um VW Golf. A linha do teto inclinada faz com que o LRX aparente estar sendo absorvido pelo chão. Sua traseira levantada e a frente baixa lhe conferem um ar atlético bastante individual. Apesar do logotipo Land Rover, o LRX está mais para o espírito de Range Stormer (tempestade).

Sua aparência é fabulosa, seu estilo e sua postura traduzem uma dinâmica que a Land Rover jamais construiu. Esqueça as linhas tradicionais. McGovern está realmente determinado a ver a produção do LRX sair da fábrica de Solihull o mais fiel possível a suas visões.

"Nós conseguimos nos equiparar ao Mini, Audi TT e Beetle. Todos eles apareceram em salões automotivos como veículos-conceito, mas a produção de carros foi muito fiel àqueles designs. Isso era incomum na época, mas não é mais. Não há motivos para crer que, o que você está vendo no LRX, e isso inclui seu interior, não possa ser concretizado".

Então, enquanto o LRX apresenta ligeiras impressões exibicionistas típicas de um designer - uma faixa pelo painel brilha nas cores vermelho, azul ou verde, dependendo do modo de direção selecionado - e você pode apostar numa interpretação fiel a ângulos, assentos adaptáveis, instrumentos de bordo ao estilo militar e um complicado quadro de luzes. É algo arrojado mesmo sendo um produto Land Rover.

"Nós queremos brincar com a nossa criatividade, em vez de ficarmos amarrados a ela", diz McGovern. "A nossa marca de design sempre esteve ligada a necessidades funcionais e sempre trabalhamos muito próximos aos engenheiros. Não apenas utilizamos o design pelo propósito lógico. Então você é capaz de enxergar o capô diferenciado (para facilitar o acesso ao motor), recortes na parte dianteira (para permitir a instalação futura de um snorkel, que eleva a posição de captação do ar e permitir off-road mais radical), por exemplo. No LRX nós interpretamos a idéia do Land Rover com fôlego e capacidade".

McGovern não tem palavras para descrever a linguagem de design do LRX, preferindo o envolvimento natural do DNA, do que forçando seu encaixe num estigma. "Nós não estamos apenas envolvidos com a parte racional, mas queremos criar desejos emocionais também", explica. O LRX envolve uma abordagem para a funcionalidade, mas existe uma certa resistência quanto a isso. Consumidores são cientes das marcas, quando não fiéis a elas.

As imagens de uma bicicleta de corrida Bianchi, no valor de R$ 20.000, saem de um projetor. McGovern é um ciclista entusiasmado e adora a precisão mecânica que o conjunto leve de duas rodas apresenta. Ele também fala do acabamento de metal, embutido na beleza de utensílios de cozinha. Para ele, a arquitetura moderna freqüentemente serve como referência e arranha-céus se espelham na estrutura intrínseca do teto de policarbonato panorâmico do LRX.

Surpreendentemente, McGovern fala de bolsas e sapatos de salto alto e caros, enfatizando que as mulheres se sentirão atraídas pelo musculoso veículo. Estranhamente, os homens não são mencionados em sua apresentação, mesmo que o LRX tenha um pacote completo a oferecer a eles: é exclusivo, tem o apelo "olhe para mim" e atributos dinâmicos, além de muita privacidade.

O designer conversa tranqüila e alegremente enquanto anda em volta do carro, encorajando seus subordinados a falarem mais alto e pedir meu feedback. Para demonstrar o quanto o LRX une o prazer único de um Range Rover às qualidades do utilitário da Land Rover, McGovern abre o porta-malas dividido - para que você possa se sentar na hora de piqueniques, retira uma garrafa térmica do cooler integrado "para manter o champagne ou o vinho gelados" e então reclina os bancos traseiros para a frente.

"Você pode colocar duas bicicletas aqui dentra", explica. "Basta tirar suas rodas dianteiras e encaixar os garfos num ponto atrás dos assentos. Porém, no momento estamos tendo discussões: reconheço que o sistema se aplica a bicicletas de corrida, afinal é um carro urbano, mas os outros estão falando em mountain bikes. É tudo muito democrático. Aparentemente eu apóio os outros, já que as pessoas usam mountain bikes na cidade também, eu sei disso, e elas se enquadram melhor ao estilo rústico do LRX".

Ainda que McGovern esteja feliz em discursar, a conversa rapidamente muda para o assunto sustentabilidade e ecologia. Numa era de híbridos e preocupações ambientais, a Land Rover esteve fora desse discurso por um bom tempo, mas o Salão de Frankfurt anunciou que iria tomar todos os cuidados. O que devemos esperar em 2008 então?

Claro, ativistas ecológicos há muito tempo estudaram o caso Land Rover, algemando a si mesmos às revendas da marca na Inglaterra, e o Greenpeace insistia em citar seus modelos como os "inimigos da atmosfera". A repercussão negativa certamente teve grande impacto e agora a Land Rover está procurando ativamente restabelecer o equilíbrio.

O LRX talvez aparente um ser agressivo em razão de sua atitude "predatória", mas ele já vem com a preocupação "verde". O friso acolchoado do teto é feito de plástico reciclado de garrafas pet e o couro usado na forração dos bancos é tratado com pigmentos naturais, tornando sua reciclagem mais fácil.

Mais importante do que isso é que a Ford já investiu milhões de dólares em desenvolvimento de novas tecnologias, o que tornaria o LRX um dos veículos mais limpos em sua categoria.

Um Land Rover híbrido, talvez fabricado em cima da tecnologia que a Ford nos EUA já utilizou no Escape SUV? "E por que não?", É a pergunta que o próprio McGovern se faz. "Mas não há certeza", responde. E assim, os pormenores continuam incertos.

McGovern só confirma que todos os Land Rovers vão manter a tração nas quatro rodas, o controle de descida e o controle absoluto em qualquer terreno que esteja rodando. Mas é só isso. O que de fato é certo é que o LRX deverá fazer grande sucesso nesse segmento. Nós acreditamos que sim.

As grandes sacadas

"Até então a produção de carros apenas arranhou superfícies", invoca McGovern. "Há muito mais para ser feito e criar um clima". A mencionar o carpete de feltro com iluminação integrada e o piscar vermelho no painel, que deixa o passageiro saber que o módulo Sport (esporte) está acionado. E dane-se o meio ambiente! Os assentos são os que mais impressionam. Sua estrutura exposta economiza peso e confere força e leveza. O porta-garrafas e a conexão do iPhone também são de grande utilidade.

1. Conecte
Conecte seu iPhone e você poderá ligar o LRX via touchscreen (tela) sensível ao toque). Assista seus vídeos ou até mesmo faça chamadas telefônicas.

2. A moda
Um controle rotativo ajusta desde o módulo full-on off-road até o Confort. Se tiver maior consciência ecológica, usa na função (Eco) - combinando com o ambiente verde da cabine.

3. Corte limpo
O escapamento integrado aparenta ser cheio de truques para preservar o meio ambiente. A Land Rover prometeu que o LRX será um dos carros mais limpos de sua categoria.

4. Ao volante
Se você for convidado a dirigir esse carro, não perca a oportunidade.

5. Continue andando
As emissões de carbono do LRX serão extremamente baixas se comparadas a de outros modelos do segmento.

6. O melhor até agora
Esse deve ser o mais dinâmico Land Roer concebido.

7. Iluminado "Não gosto de carros que mais se parecem com jóias", diz o diretor de design Jerry McGovern. "Faço exceção apenas aos faróis".

8. Em exposição
O console central enfatiza a robustez do LRX. Criando maior espaço. O teto panorâmico lembra arranha-céus espelhados. "A arquitetura moderna tem sido uma grande influência", diz McGovern.

Embeleze sua tela
Veja as belas imagens
Land Rover e utilize-as
como papel de parede.


Conheça a Rits Comunicação & Tecnologia PG Prime, Av. Rio Branco, 171 - Ribeira - Natal/RN - Fone: (84) 4009-4600